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À frente dos destinos da Misericórdia de Viseu desde Janeiro de 2014, como Provedor eleito, o Dr. Adelino Costa apresentou no Dia da Misericórdia as linhas de ação que pretende implementar, com a Mesa Administrativa, no presente mandato.

No dia 15 de novembro, os Irmãos reuniram em Assembleia Geral e aí foram comunicadas as linhas norteadoras da gestão da Irmandade para o ano seguinte. Algumas das orientações foram sintetizadas no discurso do Provedor, que serviu de base à breve entrevista aqui reproduzida.

 

 

 

 

É possível definir em linhas gerais as principais medidas a tomar no ano de 2015?

O Plano de Atividades da Santa Casa da Misericórdia de Viseu sistematiza as propostas de ação para o presente ano. Pretendemos concretizar os objetivos estratégicos e responder às necessidades da instituição e das diferentes partes interessadas, os designados stakeholders (utentes/clientes, colaboradores e irmãos).

Face à avaliação das atividades e dos resultados financeiros do ano de 2014 e à atual conjuntura, pretendemos para 2015 a racionalização dos recursos existentes, a captação de recursos indispensáveis ao funcionamento da Instituição e a prestação de serviços de qualidade. Quer isto dizer que as linhas de ação se regem por critérios de eficiência e eficácia, tendo em vista a manutenção de uma organização sustentável. A par desta preocupação, temos como objetivo contínuo melhorar o desempenho dos serviços prestados, no cumprimento da missão e atribuições da nossa Irmandade.

Como responder com esse grau de exigência às necessidades que surgem continuamente, sobretudo na atual conjuntura social e económica?

De facto, as dificuldades económicas e sociais do país fazem-se refletir nas instituições do terceiro sector e, de forma muito significativa, nas Misericórdias, a vários níveis. Nem sempre os organismos estatais cumprem atempadamente os protocolos estabelecidos, o que traz dificuldades acrescidas e obriga a potenciar meios alternativos de financiamento e de parcerias.

Neste cenário de contingência e de incerteza, prioriza-se neste orçamento a redução das despesas ao nível da estrutura e do funcionamento, sem prejuízo da qualidade dos serviços prestados, pois há que reforçar, em paralelo, a dimensão de economia social da instituição.

Como conseguir esse objetivo?

Em breves tópicos refiro alguns dos princípios orientadores, nomeadamente: a preocupação cimeira com a gestão e sustentabilidade financeira da instituição; a atenção à eficácia das respostas sociais que a instituição dá ao longo do ano e que implicam um acompanhamento e sinalização constantes; a necessidade de uma estruturação interna mais eficaz, que otimize os recursos existentes e que adeque a reestruturação orgânica aos novos desafios que se colocam à irmandade; a valorização das pessoas, ou seja, uma aposta crescente na formação e desenvolvimento dos trabalhadores, estimulando as suas competências e desempenho; o reforço da “cultura organizacional”, que distingue a ação da Misericórdia da de outras Instituições; a ampliação de canais de comunicação internos, disponibilizando aos irmãos informação atualizada. Neste domínio, a abertura da nova página na Internet assume-se como um elemento central da estratégia de comunicação da instituição; por fim, o desenvolvimento de estratégias de sensibilização para o voluntariado junto da comunidade, a concretizar com a criação e estruturação de um grupo organizado de voluntários em diversas valências.

E considera que há medidas prioritárias, nesse programa de ação?

Sim posso salientar uma primeira vertente, por certo a mais importante. A Mesa Administrativa, consciente das responsabilidades que assumiu e do trabalho que a espera num contexto económico e social difícil, procura dar resposta às necessidades identificadas como mais prementes, considerado o equilíbrio financeiro da instituição e a qualidade dos serviços por esta prestados.

Nos últimos tempos, temos canalizado alguns dos investimentos e outras aplicações para acorrer àqueles que estão mais necessitados e precisam com premência de ajuda. Através da Grande Comissão, apoiamos famílias que estão numa situação difícil. Procuramos estar presentes onde somos realmente precisos, para que a solidariedade e a caridade desta instituição se reflitam no dia-a-dia das pessoas.

Quantos irmãos tem atualmente a Misericórdia de Viseu?

A Irmandade tem cerca de 700 irmãos e irmãs, com uma participação mais ou menos ativa. Muitos são aqueles, utentes ou não dos nossos serviços, que gostam de acompanhar a atividade da Misericórdia e valorizam a dedicação que caracteriza a nossa ação. Mas, são ainda bastantes aqueles que vão adiando o pagamento das suas quotas, cujo valor se mantém quase simbólico. Quando referimos este aspeto, salientamos que uma pequena ajuda da parte de todos constitui uma grande ajuda para distribuir junto dos que mais precisam. O nosso lema é precisamente esse: “ao serviço de quem mais precisa”.

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Largo Major Teles, nº. 1
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Tel: 232 470 770
email: geral@scmviseu.com

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